Esta é a mensagem que eu não queria escrever... Pese embora os rumores da gravidade da sua doença, foi grande o choque da sua morte... Aprendi a ver cinema com um conjunto de actores que, para mim, ainda hoje são uma referência. Um deles era Paul Newman... "Enorme" actor, apaixonado pelas lides automobilisticas e, acima de tudo, um filantropo. A sua generosidade era notável, traduzindo-se na prática em instituições como Hole-in-the-Wall Gang e Newman’s Own.
Paul deixou-nos ontem, na sua casa em Westport, Connecticut, aos 83 anos. Infelizmente, Paul tinha tanto de grande actor como de injustiçado. Nomeado 10 vezes para um Óscar (oito como melhor actor, uma como melhor actor secundário e uma como melhor filme/produtor), só por uma vez teve o prazer de levar a estatueta para casa: foi em 1987 pelo filme de Martin Scorsese A Cor do Dinheiro (The Color of Money). Para além desse Óscar a Academia "limitou-se" a atribuir-lhe um prémio honorário em 1986 e o Jean Hersholt Humanitarian Award em 1994. Mas prémios não faltam na sua longa carreira. São quase 40, incluindo um BAFTA, um David de Donatello, um Emmy, três Globos de Ouro, prémios de melhor actor nos festivais internacionais de Berlim e Cannes, e muitos, muitos outros...
Para a posteridade ficam filmes e interpretações notáveis como Gata em Telhado de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof), A Vida é um Jogo (The Hustler), O Presidiário (Cool Hand Luke), Dois Homens e um Destino (Butch Cassidy and the Sundance Kid), A Golpada (The Sting), A Torre do Inferno (The Towering Inferno), A Calúnia (Absence of Malice), O Veredicto (The Verdict), A Cor do Dinheiro (The Color of Money), Vidas Simples (Nobody's Fool) ou Caminho para a Perdição (Road to Perdition)... E também não podemos esquecer o "elegante" Doc Hudson de Carros (Cars)...
Até sempre Paul...

Sem comentários:
Enviar um comentário